A autoria, o dispositivo e a ética: os limites da (des)subjetivação na escrita

Atilio Butturi Junior

Resumo


Este texto tem como objetivo oferecer uma releitura do conceito de autoria de Michel Foucault, definido e comentado a partir de três textos fundamentais: A Arqueologia do SaberO que é um autor? e A Ordem do Discurso. A hipótese é de que a autoria pode ser lida como um dispositivo – o dispositivo da autoria ou autoral – e que, dessa perspectiva, pode ser problematizado a partir do conceito de resistência e da preocupação ética do chamado “último Foucault”. Para defender tal hipótese, recorre-se inicialmente à descrição do conceito do dispositivo e do conceito de autoria, na arqueogenealogia e segundo alguns comentadores. Depois, traça-se uma discussão entre o dispositivo da autoria e as possibilidades de resistência e de criação subjetiva, presentes em conceitos como epimeleia heautou, crítica ou dessubjetivação. Por fim, sugere-se que o dispositivo da autoria pode ser lido ainda foucaultianamente, desde que segundo a ordem de uma política e de uma luta agonística entre os viventes e os dispositivos.

Palavras-chave


Autoria; Dispositivo; Arqueogenealogia; Michel Foucault;

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DOI: https://doi.org/10.1590/1981-5794-1612-3

E-ISSN: 1981-5794