Reflexões sobre o conceito de <i>imanência</i> em semiótica Por uma epistemologia discursiva

Autores

  • Waldir Beividas USP - Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.21709/casa.v6i2.1198

Palavras-chave:

lingüística, semiótica, imanência, transcendência, linguistics, semiotics, immanence, transcendence

Resumo

O conceito de imanência ocupa lugar privilegiado na teoria semiótica de linhagem européia. Lançado mais incisivamente por L. Hjelmslev, o lingüista de Copenhague propôs como imanente uma « lingüística-lingüística », que elaborasse internamente seus conceitos, evitando aplicar-lhe razões e argumentos exteriores (da sociologia, fisiologia, psicologia, filosofia), atitude que considerava transcendente. A partir desse primeiro impulso, o conceito ganhou sobremaneira em extensão, sobretudo com Greimas, no nascimento e evolução da teoria semiótica. Este artigo percorre e examina mais de perto essa extensão, seus convenientes e inconvenientes, abrangências e limitações, com o fim de explorar uma outra via que ficou deficitária desde Hjelmslev, ou seja, a hipótese de uma imanência ‘superior’ a governar as duas atitudes acima, o que pode levar a uma discussão crítica com a filosofia transcendental: a razão (transcendental) rege a linguagem ou é a linguagem (imanente) que governa a razão, isto é, toda a forma possível de racionalidade humana? Palavras-chave: lingüística; semiótica; imanência; transcendência.

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Publicado

13/01/2009

Edição

Seção

Artigos