O ACASO NA LÍRICA DE RICARDO DOMENECK: FORÇAS DO ALHEIO, FIGURAÇÕES DO NÃO ALHEIO

Elaine Cristina Cintra

Resumo


Na poesia de Ricardo Domeneck, o acaso é apresentado em nuances originais. Mais do que a afronta a uma razão já desdita, mais do que o desconhecido que ameaça a ordem estabelecida, nesta obra o acaso é o contingente possível no exercício de uma escrita estruturalmente projetada. A poesia, tal como o acaso, não virá somente de um resultado ou um consequente de uma ação, mas de um leque de probabilidades e acidentes que estão vinculados ao desejo, ao sujeito, ao tempo e à própria liberdade da forma. Assim, “o alheio e o não alheio” se tensionam, e o resultado é uma poesia de cortes bruscos, de dispersões na tentativa de representar o humano em seu tempo.

Palavras-chave


poesia contemporânea; acaso; Ricardo Domeneck

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