Mapeamento da situação educacional dos alunos surdos de munícipios brasileiros atendidos pelo curso de língua brasileira de sinais na modalidade à distância

Simone Ghedini Costa Milanez, Rosimar Bortolini Poker

Resumo


Nos últimos anos assistimos um movimento voltado para a inclusão escolar das crianças com necessidades educacionais especiais. No Brasil, constata-se a formulação de leis que garantem direitos à pessoa com deficiência, proporcionando-lhe o livre acesso à sala de aula regular complementado pelo Atendimento Educacional Especializado. No caso dos alunos com surdez, o Decreto Federal nº 5.626 de 2005, recomenda que as escolas ofereçam a Língua Brasileira de Sinais como suporte lingüístico, devendo ter nas salas de aula, um intérprete. Diante disso, o presente estudo pretendeu fazer um mapeamento da situação educacional dos alunos com surdez de 35 municípios brasileiros espalhados pelo país. Verificou-se a modalidade de ensino na qual os alunos surdos estão matriculados e, também, se os municípios já organizaram o Atendimento Educacional Especializado para tais alunos. Os dados foram coletados por meio de entrevista realizada com os gestores desses 35 municípios. Os resultados demonstraram que a grande maioria dos municípios participantes do estudo optou pela matrícula do aluno surdo na classe comum. Só em poucos municípios os gestores referiram existência de matrículas em classes e escolas especiais ou mesmo a existência de alunos surdos fora das escolas. Também se constatou que todos os municípios que participaram da pesquisa já organizaram o Atendimento Educacional Especializado, do tipo complementar, oferecendo-o em salas de recursos. Conclui-se que apesar das dificuldades existentes, os municípios brasileiros estão gradativamente, se adequando à perspectiva de educação inclusiva. Neste sentido, na atual conjuntura educacional inclusiva, cursos de formação continuada devem ser oferecidos pelos sistemas de ensino de forma a preparar cada vez mais e melhor os professores.

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