O teatro de Beckett e as velhas questões

Alexandre Bebiano de Almeida

Resumo


De que maneira interpretar um texto literário como Fim de partida, de Samuel Beckett? Este artigo retoma essa pergunta. Veremos que a crítica, em um primeiro momento, pôde associar Fim de partida ao teatro do absurdo e, por extensão, à filosofia existencialista, como se o teatro de Beckett fosse uma crítica à “condição metafísica do homem”. Seguindo as intuições do filósofo Theodor Adorno, este artigo acredita que Fim de partida não deve ser interpretada como uma análise da “condição humana”. Pelo contrário, entendemos que a peça propõe uma paródia do teatro e da filosofia existencialistas, e que ela se particulariza pela crítica a qualquer discurso que se pretenda conceitual ou filosófico na sociedade contemporânea.

Palavras-chave


Beckett; Fim de partida; Condição humana; Teatro do absurdo;

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