Desterrar o deserto: miragens em meio à terra arrasada

Mariana Ruggieri

Resumo


Este ensaio busca compreender a imagem do deserto na obra de Roberto Bolaño, tendo como foco principal os dois romances Los detectives salvajes e 2666. Parte-se do pressuposto de que a sua escrita força a convivência de duas leituras distintas do deserto, que têm como origem genealogias diferentes. Por um lado, há o deserto que retoma a imagem da terre gaste, de Chrétien de Troyes e da waste land de T.S Eliot; por outro lado há o deserto que se inscreve nos motivos do exílio e da errância, associado ao nomadismo da busca pelo outro, em que o deserto cumpre função de promessa. Esse segundo deserto é o espaço que permite a fuga aos desertos contemporâneos da ficção, em que a literatura semeia (de modo ambivalente) a terra arrasada.

Palavras-chave


Roberto Bolaño; Deserto; Terra arrasada; Profecia;

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