A cartografia da errância e o resgate das memórias subterrâneas no romance Fundador, de Nélida Piñon

Roniê Rodrigues da Silva

Resumo


Seguindo uma linha contemporânea de pensamento teórico a respeito dos movimentos migratórios, da construção das identificações formuladas nos fluxos de deslocamentos e nos espaços das fronteiras, este artigo objetiva investigar a representação de uma cartografia da errância que se realiza no romance Fundador, da escritora brasileira Nélida Piñon, associada ao resgate das memórias subterrâneas do personagem Johanus. Nesse sentido, analisaremos criticamente o processo de deambulação realizado pelo protagonista da narrativa, visando discutir como o sujeito estrangeiro constitui a sua singularidade pela experiência do nomadismo.

Palavras-chave


Errância; Estrangeiro; Identificação; Memória;

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ISSN: 0103-815x

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