A hegemonia vem da fábrica: gerência operariado e organização do trabalho na produção industrial

Geraldo Augusto Pinto

Resumo


Não é raro encontrarmos na literatura análises que concebem o taylorismo/fordismo apenas como um sistema de gestão da força de trabalho, que, aliás, neste sentido restrito, entrou em declínio e foi superado pelos chamados sistemas de gestão flexível, sobretudo, o toyotista. Contudo, há também investigações que nos comprovam que, na realidade concreta de muitas empresas, é possível encontrarmos uma combinação entre elementos desses sistemas. No esforço de compreender este quadro aparentemente paradoxal, o presente artigo procura iluminar determinadas características dos sistemas taylorista, fordista e toyotista, com o intuito de contribuir para estudos que analisem suas possíveis hibridizações. Partimos, para isso, de uma análise de cunho histórico-materialista, pela qual concebemos os métodos de exploração da força de trabalho propostos por esses três sistemas – não obstante suas peculiaridades – como parte integrante de um projeto societal mais amplo, posto em curso pelos proprietários dos meios de produção, cujo horizonte é a conformação de uma sociabilidade restrita, condicionada aos imperativos da acumulação de capital.

Palavras-chave


Sociologia do Trabalho; Americanismo; Fordismo; Toyotismo; Organização do trabalho; Mudança organizacional;

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E-ISSN: 1984-0241
ISSN: 0101-3459