Da mercantilização da natureza à criação de mercadorias verdes

Mariana Bombo Perozzi Gameiro, Rodrigo Constante Martins

Resumo


O objetivo deste artigo é discutir algumas das formas e sentidos da apropriação da natureza na moderna sociedade capitalista. Para tanto, está divido em duas partes, precedidas pela introdução. A primeira parte traça um esboço da gênese da mercantilização da natureza, com ênfase na transformação da terra em mercadoria e na dissociação homem-natureza, a partir de textos de Karl Marx, Rosa Luxemburgo, Karl Polanyi e Pierre Bourdieu. Na sequência, aponta-se como a emergência da questão ambiental possibilita a criação de novas mercadorias de apelo sustentável, com respaldo empírico em breves observações acerca do setor sucroenergético e do etanol brasileiro. Sugerimos, por fim, que as “mercadorias verdes” apelam para uma reaproximação sensitiva e epistemológica entre o homem e a natureza, no intuito de intensificar o processo de acumulação capitalista.


Palavras-chave


Sociedade e natureza; Ruralidades e meio ambiente; Mercadorias verdes; Mercantilização da natureza;

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E-ISSN: 1984-1736