Processos de nasalização em lung’ie

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/1981-5794-e11574

Palavras-chave:

Nasalização, Lung’Ie, Suprassegmentos, Acento,

Resumo

Este artigo descreve e analisa a nasalidade vocálica produzida por coda e onset nasal em lung’Ie, língua crioula falada em São Tomé e Príncipe. Assim, observamos o comportamento fonotático da língua, investigando a aplicação dos processos de nasalização conforme o acento lexical e a possibilidade de ressilabificação dos segmentos. Ademais, através de um teste perceptivo, visamos identificar o modo que a nasalidade engatilhada por coda é concebida em lung’Ie. Nesse caso, os resultados indicam que, com a exclusão da consoante em onset da sílaba seguinte à sílaba que continha nasalização, os falantes compreendiam o apêndice nasal como uma consoante plena [n] ressilabificada na posição de onset nasal, reforçando, portanto, a interpretação bifonêmica da nasalidade no lung’Ie (AGOSTINHO, 2015). A análise fonotática, por sua vez, indica que o acento é primordial para o engatilhamento da nasalização a partir de onset silábico, ao passo que a nasalização em coda pode ocorrer independentemente da maior proeminência lexical envolvida. O acento como fator importante na concretização deste processo sugere a existência de um sistema suprassegmental misto em lung’Ie, constituído por tom e acento, sendo o acento a categoria suprassegmental mais importante (AGOSTINHO, 2015).

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Publicado

13/04/2020

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Processos de nasalização em lung’ie. ALFA: Revista de Linguística, v. 64, 13 abr.2020.