Padrões de inversão do sujeito na escrita brasileira do século 19: evidências empíricas para a hipótese de competição de gramáticas

Autores

  • Izete Lehmkuhl Coelho UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Comunicação e Expressão - Departamento de Língua e Literatura Vernáculas. Florianópolis. Santa Catarina – SC - Brasil
  • Marco Antonio Martins UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. Natal –RN - Brasil

Palavras-chave:

Ordem, Inversão do sujeito, Competição de gramáticas, Século 19,

Resumo

Este artigo apresenta resultados de uma análise dos padrões de inversão do sujeito, restrita a orações em que há um constituinte em posição pré-verbal (em contextos XV(S)), em uma amostra extraída de cinco peças de teatro escritas por brasileiros nascidos no curso do século 19, no litoral de Santa Catarina. A perspectiva teórica assumida buscará conciliar a gradação observada entre formas em variação em textos escritos e uma interpretação gramatical (estrutural) da mudança sintática (KROCH, 1989). Os resultados atestam a recorrência de diferentes padrões de inversão: (i) construções com inversão inacusativa, que são encontradas tanto nas gramáticas do Português Antigo (PA), quanto na do Português do Brasil (PB) (ou mesmo do Português Europeu (PE)); (ii) construções XVS, com inversão do sujeito (pronominal) em construções com verbos não inacusativos – inversão germânica – que parecem superficializar estruturas geradas pela gramática do PA; e (iii) construções YXV, em que o sujeito ocupa sempre a posição pré-verbal (XSV ou SXV), associadas a estruturas geradas pela gramática do PB (ou mesmo do PE). Interpretamos esses padrões empíricos como construções geradas por estruturas que refletem nos textos a competição de diferentes gramáticas do português.

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Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Padrões de inversão do sujeito na escrita brasileira do século 19: evidências empíricas para a hipótese de competição de gramáticas. ALFA: Revista de Linguística, v. 56, n. 1, 25 abr.2012.