Avaliação na educação infantil e a dialética realidade-possibilidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21723/riaee.v17iesp.1.15819

Palavras-chave:

Educação infantil., Avaliação., Realidade e Possibilidade

Resumo

A Educação Infantil tem sido historicamente marcada por diversas concepções de ensino e, consequentemente, de avaliação. No caso da avaliação, ainda há diversas discussões em torno dos objetivos e mesmo da necessidade de uma avaliação na Educação Infantil. É nesse sentido que desenvolvemos a presente pesquisa, entre os anos de 2018 e 2020, com o objetivo de compreender a concepção docente acerca do processo de avaliação na Educação Infantil na rede municipal de João Pessoa/PB. O estudo foi desenvolvido em uma perspectiva qualitativa, tendo como metodologia o materialismo histórico e dialético. Os resultados possibilitam apontar que, enquanto reflexo de uma realidade histórica, a avaliação na Educação Infantil em João Pessoa tem se configurado de forma fragmentada. Assim como sinalizam que a Pedagogia da Infância, que embasa os discursos teóricos acadêmicos e os documentos da Educação Infantil nos CREI em João Pessoa, e a avaliação que baseia a Pedagogia Histórico-Crítica, são perspectivas que ainda se encontram no campo da possibilidade.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Maria das Graças de Almeida Baptista, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa – PB – Brasil

    Professora Associada vinculada ao Departamento de Fundamentação da Educação. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisa em Filosofia e Psicologia da Educação – ÁGORA/UFPB. Pós-Doutorado em Educação (UNICAMP).

  • Valdinélia Virgulino de Souza Silva, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa – PB – Brasil

    Professora substituta vinculada ao Departamento de Educação Básica. Pesquisadora do Grupo ÁGORA/UFPB. Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE).

  • Genilson José da Silva, Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa – PB – Brasil

    Professor substituto vinculado ao Departamento de Educação Básica. Pesquisador do Grupo de ÁGORA/UFPB. Doutorando no Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE).

Referências

ARCE, A. Pedagogia da infância ou fetichismo da infância? In: DUARTE, N. (org.) Crítica ao fetichismo da individualidade. Campinas, SP: Autores Associados, 2004.

BAPTISTA, M.G.A. Gramsci e Vigotski: da educação ativa à educação crítica. João Pessoa: Editora da UFPB, 2012.

BRASIL. Ministério da educação. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União: Seção 1, Brasília, DF, p. 1-9, 23 dez. 1996.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília, DF: MEC/SEF, 1998. v. 1. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/rcnei_vol1.pdf. Acesso em 10 mar. 2019.

BRASIL. Ministério da Educação. Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília, DF: MEC, 2009. Disponível em: http://www.seduc.ro.gov.br/portal/legislacao/RESCNE005_2009.pdf. Acesso em: 10 nov. 2018.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Básica, 2017.

CHEPTULIN, A. A dialética materialista: Categorias e leis da dialética. São Paulo: Alfa-Omega, 1982.

CURY, C. R. J. Educação e contradição: elementos metodológicos para uma teoria crítica do fenômeno educativo. 2. ed. São Paulo: Cortez, Autores Associados, 1986.

DUARTE, N. Vigotski e o “aprender a aprender”: crítica às apropriações neoliberais e pós-modernas da teoria vigotskiana. 2. ed. rev. e ampl. Campinas, SP: Autores Associados, 2001. (Coleção educação contemporânea).

GAMBOA, S. S. Fundamentos para la investigación educativa: Presupuestos epistemológicos que orientan al investigador. Santa Fe de Bogotá: Cooperativa Editorial Magistério, 1998.

JOÃO PESSOA. Plano de Ação 2017. Secretaria de Educação e Cultura -SEDEC. Coordenação de Educação Infantil. João Pessoa: Secretaria de Educação e Cultura -SEDEC/Coordenação de Educação Infantil, 2017.

JOÃO PESSOA. Manual de Orientações Pedagógicas. João Pessoa, 2018.

KISHIMOTO, T. Brincadeiras e narrativas infantis: contribuições de J. Bruner para a pedagogia da infância. In: OLIVEIRA-FORMOSINHO, J.; KISHIMOTO, T.; PINAZZA, M. A. (org.). Pedagogia(s) da infância: dialogando com o passado: construindo o futuro. Porto Alegre: Artmed, 2007. p. 249-275.

KRAMER, S. Com a pré-escola nas mãos: Uma alternativa curricular para a educação infantil. 2. ed. São Paulo: Editora Ática, 1999. (Série: educação em ação).

KRAMER, S. A política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2006. v. 3. (Biblioteca da Educação - Série 1 - Escola).

KUHLMANN JR., M. Histórias da educação infantil brasileira. Revista Brasileira de Educação, n. 4, p. 5-18, 2000. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n14/n14a02.pdf. Acesso em: 25 jul. 2018.

LESSA. S.; TONET. I. Introdução à Filosofia de Marx. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2011.

LUCKESI, C. C. O que é mesmo o ato de avaliar a aprendizagem? Pátio On-line, Porto alegre, ano 3, n. 12 fev./abr. 2000. Disponível em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/2511.pdf. Acesso em: 06 nov. 2019.

LUNT, I. A prática da avalição. In: DANIELS, H. (org.). Vygotsky em foco: pressupostos e desdobramentos. 3. ed. Campinas, SP: Papirus, 1997.

TRIVINOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.

VASCONCELLOS, C. S. Avaliação: concepção dialética libertadora do processo de avaliação escolar. 11. ed. São Paulo: Libertad, 2000.

VIGOTSKI, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

Publicado

01/03/2022

Como Citar

Avaliação na educação infantil e a dialética realidade-possibilidade. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, v. 17, n. esp.1, p. 0920–0937, 1 mar.2022.