As implicações da organização curricular na práxis pedagógica de docentes

Autores

Palavras-chave:

Currículo, formação docente, práxis pedagógica

Resumo

Este ensaio objetiva compreender as implicações da organização curricular na práxis pedagógica que fomenta os processos de formação e atuação docente. Justifica-se pela necessidade de discutir a práxis como forma de ruptura com os elementos perniciosos que o neoliberalismo tem imposto à educação. Destarte, esse ensaio de cunho qualitativo encontra-se esteado em aportes teóricos que discutem sobre o assunto em tela. Com base em estudos epistemológicos e nas reflexões construídas a partir da problematização da temática, foi inferido que o currículo projeta as concepções políticas, econômicas e sociais hegemônicas, impelindo que os processos de formação e atuação docente encontrem dificuldades em serem concebidos segundo a perspectiva da práxis pedagógica, que por sua vez, advoga a articulação entre reflexão e ação. Assim, se percebe a necessidade de refletir acerca do atual sistema de ensino e das propostas curriculares que o rege e, dessa forma, corroborar com os estudos concernentes.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Maria Leudysvania de Sousa Lima Gadêlha, Universidade Estadual do Ceará (UECE), Limoeiro do Norte, CE, Brasil.

    Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza – Ceará (CE) – Brasil. Mestra em Educação e Ensino pelo Mestrado Acadêmico Intercampi em Educação e Ensino da Universidade Estadual do Ceará (MAIE/UECE). Graduada em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (FAFIDAM/UECE).

  • Ana Cristina de Moraes, Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza, CE, Brasil

    Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza – Ceará (CE) – Brasil. Resumo sobre o autor (CARGO E DEPARTAMENTO). Pós-doutora em Educação (Universidade Federal do Ceará – UFC). Doutora em Educação (Universidade Estadual de Campinas-SP – UNICAMP). Mestra em Educação (UFC). Especialista em Metodologia do Ensino de Artes (Universidade Estadual do Ceará – UECE). Graduada em Arte-educação (UniGrande) e em Serviço Social (UECE). Professora Adjunta da UECE. Vinculada aos Programas de Pós-Graduação em Educação da UECE – PPGE – e ao Mestrado Acadêmico Intercampi em Educação – MAIE. Líder do Grupo de Pesquisa: Investigações em Arte, Ensino e História – IARTEH. Bolsista de Produtividade pelo CNPQ (PQ2). Agências financiadoras: CNPQ e FUNCAP.

  • Eloilma Moura Siqueira Macedo, Secretaria Municipal de Educação - Prefeitura de Fortaleza. Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza, CE, Brasil

    Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fortaleza – Ceará (CE) – Brasil. Doutoranda em Educação pelo Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Estadual do Ceará (PPGE-UECE) por meio do convênio com a Secretaria Municipal de Educação – SME/Fortaleza. Mestre em Artes pelo Programa de Pós-graduação em Artes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (PPGArtes-IFCE). Graduada em Artes Visuais pelo IFCE. Graduada em Música pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Membra do grupo de pesquisa Investigações em Arte, Ensino e História (IARTEH-UECE). Professora efetiva de Arte da rede municipal de ensino de Fortaleza e da rede estadual do Ceará.

Referências

AFONSO, A. J. Políticas avaliativas e accountability em educação—subsídios para um debate iberoamericano. Sísifo, Lisboa, n. 9, p. 57-70, 2016. Disponível em: http://sisifo.ie.ulisboa.pt/index.php/sisifo/article/view/148. Acesso em: 30 abr. 2024.

AFONSO, A. J. Um olhar sociológico sobre políticas para a educação, avaliação e accountability. Revista Educação e Políticas em Debate, Uberlândia, v. 2, n. 2, p. 286-296, 2013. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revistaeducaopoliticas/article/view/24777. Acesso em: 17 jun.2024.

ANDERSON, P. Balanço do Neoliberalismo. In: SADER, E.; GENTILI, P. (org.). Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995. p. 9-23.

ARROYO, M. G. Ofício de mestre: imagens e auto-imagens. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2001.

BONFIM, M. A. L. Por uma linguística aplicada antirracista, descolonial e militante: Racismo e branquitude e seus efeitos sociais. Língu@ Nostr@, Revista Virtual de Estudos de Gramática e Linguística, Vitória da Conquista, v. 8, n. 1, p. 157-178, 2021. Disponível em: https://www-periodicos-capes-gov-br.ezl.periodicos.capes.gov.br/index.php/acervo/buscador.html?task=detalhes&source=&id=W3216338544. Acesso em: 17 junho 2024.

FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. 53. ed. São Paulo: Paz & Terra, 2019.

FREITAS, L. C. de. Os reformadores empresariais da educação e a disputa pelo controle do processo pedagógico na escola. Educação & Sociedade, v. 35, p. 1085-1114, 2014. DOI: http://doi.org/10.1590/ES0101-73302014143817. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/xm7bSyCfyKm64zWGNbdy4Gx/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 30 abr. 2024.

GADÊLHA, M. L. S. L. A concepção docente de práxis pedagógica na formação inicial de pedagogos (as). 2022. Dissertação (Mestrado Acadêmico em Educação e Ensino – MAIE) – Universidade Estadual do Ceará, Limoeiro do Norte, 2022. Disponível em: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=106568. Acesso em: 30 abr. 2024.

GENTILI, P. Neoliberalismo e educação: manual do usuário. In: SILVA, T. T.; GENTILI, P. (org.). Escola SA: quem ganha e quem perde no mercado educacional do neoliberalismo. Brasília: CNTE, 1996. p. 9-49. Disponível em: https://barricadasabremcaminhos.wordpress.com/wp-content/uploads/2010/06/neoliberalismo-e-educacao.pdf. Acesso em: 30 abr. 2024.

IMBERT, F. Para uma práxis pedagógica. Brasília: Plano Editora, 2003.

KONDER, L. O futuro da Filosofia da Práxis: o pensamento de Marx no século XXI. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

MÉSZÁROS, I. A educação para além do capital. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2008.

OLIVEIRA, M. Filosofia Política: de Hobbes a Marx. Síntese: Revista de Filosofia, Belo Horizonte, v. 12, n. 33, 1985. Disponível em: https://www.faje.edu.br/periodicos/index.php/Sintese/article/view/2014. Acesso em: 14 nov. 2023.

PONCE, A. Educação e luta de classes. 18. ed. São Paulo: Cortez, 2001.

SACRISTÁN, J. G. Saberes e incertezas sobre o currículo. In: SACRISTÁN, J. G. (org.). O que significa o currículo? Porto Alegre: Penso, 2013.

SILVA, T. T. da. Documento de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntico, 2005.

VÁZQUEZ, A. S. Filosofia da práxis. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2011.

YOUNG, M. Para que servem as escolas?. Educação & Sociedade, Campinas, v. 28, n. 101, p. 1287-1302, 2007. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302007000400002. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/GshnGtmcY9NPBfsPR5HbfjG. Acesso em: 22 mar. 2021.

YOUNG, M. Teoria do currículo: o que é e por que é importante. Caderno de Pesquisa, São Paulo, v. 44, n. 151, p. 190-202, 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cp/a/4fCwLLQy4CkhWHNCmhVhYQd/?lang=pt&format=pdf. Acesso em: 22 mar. 2021.

ZAVALETA, R. Clase y conocimiento. In: ZAVALETA, R. (org.). La autodeterminación de las masas. Buenos Aires: CLACSO, 2009. p. 67-75.

Publicado

18/07/2024

Edição

Seção

Artigos teóricos

Como Citar

As implicações da organização curricular na práxis pedagógica de docentes. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, v. 19, n. 00, p. e18930, 18 jul.2024.