Processos insurgentes de autoavaliação da qualidade educacional em escolas brasileiras: compromissos e significados

Autores

Palavras-chave:

avaliação institucional participativa, qualidade social da educação, metodologia Paideia, formação humana integral, educação pública

Resumo

Apresenta os resultados da pesquisa colaborativa realizada entre uma universidade e escolas públicas brasileiras engajadas na luta pela qualidade social da educação. Por meio da metodologia Paideia, desenvolveu-se uma forma alternativa de avaliação que desafiasse políticas educacionais baseadas em índices padronizados e oferecesse novas possibilidades para a melhoria da educação pública. Realizou-se a sistematização de constructos que expressam compromissos com a qualidade social, os quais subsidiaram a criação de um instrumento avaliativo. A autoavaliação institucional participativa, democrática e emancipatória orientou-se por princípios éticos e pelo respeito à diversidade, fortalecendo práticas de cogestão. Essa abordagem contrarregulatória opôs-se às atuais políticas de regulação educacional, caracterizadas como verticais, reducionistas e meritocráticas. O instrumento foi composto por oito constructos inter-relacionados, enraizados no compromisso com a Formação Humana Integral. O processo revelou a inseparabilidade entre justiça social e justiça curricular, bem como a influência significativa das condições objetivas sobre o trabalho escolar.

https://doi.org/10.21723/riaee.v21i00.2099001

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Biografia do Autor

  • Mara Regina Lemes de Sordi, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Faculdade de Educação, Departamento de Ensino e Práticas Culturais (DEPRAC), Campinas, SP, Brasil

    Doutora em Educação pela Unicamp, pós doutora em Educação PUC-RJ, Livre docente em Avaliação Educacional pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da UNICAMP. msordi@unicamp.br

  • Clarice Monteiro Escott, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Programa de Pós-graduação em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT), Porto Alegre, RS, Brasil

    Doutora em Educação pela UFRGS, professora titular EBTT do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), docente permanente do Programa de Pós-Graduação – Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT).

    clarice.escott@poa.ifrs.edu.br  

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Publicado

20/10/2026

Edição

Seção

Relatos de Pesquisas

Como Citar

Processos insurgentes de autoavaliação da qualidade educacional em escolas brasileiras: compromissos e significados. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, v. 21, p. e20990, 20 out.2026.