A biobibliografia de Júlia Maria da Costa em Lunardi

tanatografia de autoria feminina

Autores/as

  • Augusto Rodrigues da Silva Junior Universidade de Brasília – UnB – Departamento de Teoria Literária e Literaturas – Brasília, Distrito Federal, Brasil.
  • Sara Gonçalves Rabelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano – IF Goiano – Campos Belos, Goiás, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.58943/irl.vi54.16492

Palabras clave:

Adriana Lunardi, Biobibliografia, Júlia da Costa, Tanatografia Feminina

Resumen

Em uma sociedade ainda pouco aberta para a literatura de autoria feminina, Júlia Maria da Costa se portou, na segunda metade do século XIX e início do XX, como mulher, escritora e artista. Com relatos de angústias e caminhos autobiográficos e literários, Júlia nos deixou, em poemas e cartas, seus textos, amores e angústias narrados a partir de profundos vínculos palavrais que compõem essa tanatografia vesperal. Quase esquecida, quando abordamos a literatura de autoria feminina, encontramos nela um diálogo com a sociedade patriarcal e opressora: Júlia se coloca ora revolucionária, ora contida em busca da sua expressão artística. Assim, na necessidade de retomar autoras brasileiras e de superar os entraves impostos a essas vozes autorais no cânone, objetivamos rememorar Júlia Maria da Costa de forma dialógica – utilizando o processo tanatográfico e biobibliográfico (BAKHTIN, 2018) na pena de Adriana Lunardi. Em seu livro de contos, Vésperas (2002), muitas mulheres voltam para personificar e habitar esse universo autoral cerceado. Com base nos estudos de Zahidé Muzart (2000; 2001), Beauvoir (1970), Woolf (2019), Gagnebin (2006), dentre outras, delinearemos caminhos e imagens que reconstruam uma busca por liberdade, pela voz e até mesmo pela condição autoral.

Biografía del autor/a

  • Augusto Rodrigues da Silva Junior, Universidade de Brasília – UnB – Departamento de Teoria Literária e Literaturas – Brasília, Distrito Federal, Brasil.

    Pós-doutorado em Língua e Literatura Alemã (FFLCH, USP, 2021). Doutor em Literatura Comparada (UFF, 2008). Professor Associado de Literatura Brasileira da Universidade de Brasília. Coordenador da Cátedra Agostinho da Silva.

  • Sara Gonçalves Rabelo, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano – IF Goiano – Campos Belos, Goiás, Brasil.

    Doutora em Estudos Literários (UFU, 2021), Mestra em Filosofia (UFU, 2017). Professora do Instituto Federal Goiano – Campus Campos Belos.

Publicado

29/09/2022

Número

Sección

Literaturas de expressão feminina: ecos do século XIX