Nas batidas do funk
sexualidade, pedagogias culturais e a construção de subjetividades infantis na contemporaneidade
DOI:
https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.21409Palavras-chave:
Infância, Criança, Sexualidade, Mídia, MúsicaResumo
A infância, compreendida como constructo social e cultural em transformação, tem sido significativamente impactada pelas mídias contemporâneas e tecnologias digitais, que ocupam lugar central na formação da subjetividade infantil. Este trabalho analisou como a música, especialmente o funk, enquanto artefato cultural midiático, pode contribuir para a erotização precoce e a reprodução de discursos sobre gênero e sexualidade na infância. Trata-se de pesquisa qualitativa, bibliográfica e documental, cujo corpus foi composto por letras de músicas do gênero funk, selecionadas por sua relevância temática. Fundamentado na Análise de Conteúdo, o estudo identificou as categorias erotização precoce, violência de gênero e identidade cultural, interpretadas à luz dos Estudos Culturais em Educação e da Educação Sexual Crítica. Os resultados evidenciam que discursos musicais podem contribuir para naturalizar desigualdades, violências simbólicas e processos de erotização precoce. Destaca-se, portanto, a relevância da educação sexual crítica na escola para promover reflexões sobre as influências midiáticas na construção da subjetividade infantil.
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