Pela(s) via(s) da multiplicidade: desnaturalizando a noção de criminalidade e problematizando nossas práticas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29373/semaspas.v19n1.2017.9896

Palavras-chave:

Desnaturalização. Direitos Humanos. Periculosidade.

Resumo

Este artigo apresenta discussões sobre a criminalidade e suas relações com as práticas contemporâneas. Nesse sentido, pensar na criminalidade impele-nos, prioritariamente, a exercermos um pensamento a partir do qual movimentos de desnaturalização e de problematização possam ser feitos, viabilizando a produção de um deslocamento em relação aos discursos e olhares que, hegemonicamente, buscam enfatizar essa discussão apenas a partir de um viés moralizante, dicotômico, punitivo, a-histórico e sem qualquer potência política. Mostramos, então, um tipo de tessitura que faz com que os temas da criminalidade e da produção da periculosidade sejam pensados numa correlação intensa e pulsante entre a discussão sobre a manutenção de certas relações de poder, assim como entre alguns aspectos da produção de controle social no presente. Consideramos ainda as interferências que o campo dos Direitos Humanos pode trazer para essa discussão, afirmando os direitos humanos a partir de seu entrelaçamento com a ética e a multiplicidade.

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Biografia do Autor

  • Ilana Côrtes dos Santos, Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora
    Graduanda de Psicologia na Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora
  • Poliana dos Santos Cordeiro, Doutora pela Universidade Federal Fluminense em Estudos de Subjetividade Professora da Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora

    Doutora pelo programa de Pós-Graduação em Psicologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) com área de concentração Estudos da Subjetividade. Defendeu a tese intitulada "Cartas para uma escrita a perigo: ensaios, arranjos e ficções". Mestre em Psicologia pelo programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) que tem como área de concentração Estudos da Subjetividade. Sua dissertação "Poéticas do Urbano: estampidos produzidos no encontro entre cidade, literatura e subjetividade" vinculou-se à linha de pesquisa "Subjetividade, Política e Exclusão Social". Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo (2008). Tem experiência na área de Psicologia, atuando principalmente nos seguintes temas: subjetividade; cidade; literatura; ensino-aprendizagem inventiva; atividade docente. Atualmente é professora da Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora - Macaé R.J.

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Publicado

01/06/2017

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Pela(s) via(s) da multiplicidade: desnaturalizando a noção de criminalidade e problematizando nossas práticas. Revista Sem Aspas , v. 6, n. 1, p. 41–55, 1 jun.2017.